Qual a melhor solução: parar o mundo ou isolar temporariamente as pessoas em situação de risco?*

Diante da situação vivida em todos os países, com os riscos de contaminação pela Covid-19, sejamos realistas em relação aos fatos.

É notório que a situação na qual se encontram os países é preocupante sob vários aspectos: paralisação das atividades, caos social e contaminação pelo coronavírus. De início, alguns detalhes passaram despercebidos, mas, aos poucos, foram sendo esclarecidos, isto é, quais os grupos com maior propensão a desenvolver sintomas graves ao contrair o vírus.

Sabe-se que, diante da paralisação de boa parte da produção e transporte de alimentos necessários à sobrevivência das pessoas, principalmente aquelas que vivem em grandes centros urbanos, a situação poderá ficar ainda pior. Caso não sejam tomadas medidas preventivas e não sejam encontradas soluções cabíveis para resolver parcialmente esses e outros problemas, de nada terá adiantado o isolamento total, pois, na falta de alimentos e água, a população irá para as ruas à procura.

Dessa forma, se instalaria outra situação preocupante: violência, tumultos, vandalismo, mortes, e então a propagação do vírus seria incontrolável. Em uma pessoa com fome, os instintos primitivos e naturais vêm à tona e, ficando fora de controle, ela não aceitará permanecer dentro de casa sem alimentos, mesmo que sair custe sua vida ou a de outras pessoas. Como diz o ditado popular, saco vazio não para em pé e voltar às ruas seria a única solução.

Além disso, sem uma ação de prevenção no retorno às atividades normais, teríamos uma iminente propagação do vírus para todo mundo. Ou se buscam soluções ou morrerão os mais desprovidos de saúde – segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas com imunidade baixa, idosos, pessoas com asma ou outros problemas respiratórios e aquelas que já apresentam problemas graves decorrentes de outras doenças.

Assim, podemos destacar medidas preventivas sem a necessidade de isolamento total de toda a população. Uma das soluções seria isolar apenas as pessoas dos grupos de risco, como as citadas anteriormente. Todas as secretarias de saúde de todas as cidades deveriam criar ambientes para hospedagem e isolamento total dessas pessoas e disponibilizar médicos e enfermeiros para cuidar delas. Sendo que esses médicos e enfermeiros também ficariam isolados de tudo e de todos, até mesmo de seus familiares.

Diante de todas as medidas a serem cumpridas, as pessoas que não fazem parte desses grupos de risco poderiam voltar às suas atividades normais, tomando todas as medidas preventivas e fazendo uso dos EPIs disponibilizados pelas empresas nas quais trabalham. Trabalhadores autônomos teriam esses EPIs distribuídos pelas secretarias de saúde de cada região, até que a cura da doença fosse encontrada. A humanidade já enfrentou problemas maiores e para tudo há solução, ainda que demore.

(*) O autor é José Elio, estudante de Direito, convidado a contribuir no Blog como colaborador.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *