Geração Coronavírus: a seguridade que queremos ter

Hotéis, bares, cinemas, instituições religiosas, parques, escolas, universidades públicas e privadas, bem como demais empresas físicas fecharam as portas e aderiram à política de Estado para conter a disseminação do COVID-19 ou coronavírus. A população brasileira, com casos registrados de pessoas contaminadas e não divulgados oficialmente, já perdeu o controle no que diz respeito à manutenção da calma entre os cidadãos.

No Brasil, não há, tanto na saúde pública quanto na saúde privada, uma estrutura com suporte para combater essa pandemia. Na verdade, nem em outros países há. Não existe ainda uma vacina específica, o corona se desenvolve de forma singular e diferente em cada organismo. A medida adotada pelos sistemas de saúde foi mapear situações consideradas de maior risco e gravidade, assim como classificar pessoas mais suscetíveis e vulneráveis. São idosos e pessoas com saúde comprometida por outras doenças respiratórias e cardíacas. Nestas, a coroa (nome original dado ao vírus em razão do seu formato), potencializa as doenças, enfraquecendo ainda mais o sistema imunológico do contaminado.

Os postos de saúde e hospitais brasileiros não darão conta dos infectados, devido à superlotação e à quantidade pequena de instrumentos, por isso a quarentena é a medida mais eficaz no combate ao vírus. Faz-nos lembrar daquela máxima: “Melhor prevenir do que remediar”. Nesse caso, não há, definitivamente, como remediar, dando aos infectados saúde integral. Sendo assim, o melhor é se afastar, se isolar e seguir todas as orientações dos órgãos de saúde, tais como lavar as mãos regularmente, usar máscaras e evitar contato físico.

Para o ser humano se encontrar consigo mesmo em uma sociedade frenética e capitalista, ele deve pausar suas rotinas, o que normalmente ninguém faria, mas, com a epidemia e as determinações governamentais por meio de decretos, as pessoas foram obrigadas a parar e, no isolamento, surge o desconforto de ter de lidar consigo mesmo, com suas fragilidades e finitude.

Em uma curva normal dos acontecimentos, as pessoas, inseridas em um sistema econômico, se capacitam, investem anos de qualificação para atuarem como profissionais no mercado de trabalho dentro de suas diversas áreas. O que almejam? Conquistar. Conquistam o primeiro emprego, aquela sonhada promoção ou um empreendimento. Conquistam um caro público de relevância. Outros atingem seus propósitos. Há aqueles que vivem em função de conquistar status social para, enfim, obter o respeito, a aceitação e a admiração alheia. Enfim, todas essas conquistas, por mais significantes e relevantes que sejam, estão agora ameaçadas de serem destruídas por um micro-organismo, minúsculo porém poderoso o suficiente para pôr um fim em tudo o que uma pessoa é e possui.

É isso que muitos estão pensando neste exato momento. Se valeu a pena trapacear, enganar, trair para conseguir seus ideais, tendo em vista que, diante do isolamento, se sentem fragilizadas por não terem como combater esse problema global. Se ela se contaminar, talvez perca rapidamente tudo o que conquistou em anos. E não importa sua cor, classe social, função eclesiástica ou político-partidária que exerça. Todo seu poder e relações de poder desaparecerão junto com sua vida. Talvez essa pandemia ensine uma lição de humanidade, tanto aos subalternos quanto aos poderosos, mas também pode ensinar a um país como o nosso a respeitar a ciência e a investir em pesquisa. Para um antídoto, é necessário o veneno, e este já temos. Para obtermos a cura, é necessário pesquisa em laboratórios e, para isso, investimento em Educação!

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